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Um quarto das garotas que usam a internet já sofreram bullying, diz estudo

Site inglês lança guia para evitar o problema e ajudar amigos

Por Stella Dauer

É impossível proteger os filhos de todos os tipos de violência que a internet pode oferecer. Uma pesquisa inglesa feita pelo site Girlguiding UK revelou que mais de um quarto das garotas que utilizam a grande rede já sofreram algum tipo de agressão ao navegarem pela rede.

Segundo o site da BCC, o estudo teve como base entrevistas com mil mulheres adolescentes entre 10 e 18 anos e constatou que 28% delas já sofreram bullying por email, mensageiro eletrônico ou pela internet, normalmente infligido por outra mulher, na maioria das vezes também jovem. Bullying é um termo inglês utilizado para descrever atos de violência física ou psicológica, intencionais e repetidos, praticados por um indivíduo ou grupo de indivíduos com o objetivo de intimidar ou agredir outro indivíduo incapaz de se defender.

“Como a maior organização de proteção à mulher do Reino Unido, vemos que é nossa responsabilidade dar a essas moças a sabedoria e a auto-confiança para lidar com esses problemas que as preocupam”, declara Denise King, chefe executiva da Girlguiding UK em nota publicada no site InfoWorld.

King afirma que houve um aumento substancial do bullying e dos novos métodos utilizados pelos agressores e, justamente por isso, ressalta o quão sério é o problema. “Entretanto, também queremos salientar às meninas as habilidades de ser uma boa amiga. Isso é importante não apenas quando se é jovem, mas durante toda a vida”, diz. Por isso, além da pesquisa, o site Girlguiding UK lançou também um guia para que garotas e jovens saibam lidar com esse problema, noticiou o site Tech Radar.

As dicas básicas incluem não informar nenhum dado pessoal como endereço e telefone na internet; não responder a emails e mensagens com teor estranho e sempre mostrar qualquer coisa aos adultos; criar senhas seguras para os cadastros e contas de email e, obviamente, denunciar sempre que possível o cyber bullying.

Fonte:www.geek.com.br


Fonte: Diga Não a Erotização e Consumismo Infantil

 
Mensagens de texto podem prejudicar adolescentes
 Eles as enviam de madrugada, quando seus pais estão dormindo. Em restaurantes e ao atravessar ruas movimentadas. Na sala de aula, com as mãos ocultas por trás das costas. Seus polegares chegam a doer, de tanto que escrevem.

Estimulados pelos planos sem limites para mensagens de texto oferecidos por operadoras de telefonia móvel como a AT&T Mobility e a Verizon Wireless, cada adolescente norte-americano enviou e recebeu em média 2.272 mensagens de texto por mês no quarto trimestre de 2008, de acordo com a Nielsen – quase 80 mensagens ao dia, mais que o dobro da média registrada um ano antes.

O fenômeno começa a preocupar os médicos e os psicólogos, que afirmam que ele está conduzindo a ansiedade, distração nas aulas, queda nas notas, lesões por esforço repetitivo e privação de sono. O médico Martin Joffe, pediatra em Greenbrae, Califórnia, recentemente pesquisou entre os alunos de duas escolas locais de segundo grau e disse ter descoberto que muitos deles trocavam centenas de mensagens de texto ao dia.

“Elas chegam em intervalos de poucos minutos”, diz. “E essa garotada também diz que responde a mensagens no meio da madrugada. Isso vai causar problemas de sono em uma faixa etária para a qual distúrbios de sono já são uma questão grave.”

A ascensão no uso das mensagens de texto é recente demais para que tenham surgido quaisquer dados conclusivos quanto aos seus efeitos sobre a saúde na prática. Mas Sherry Turkle, psicóloga e diretora do Iniciativa de Tecnologia e Pessoa no Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT), que há três anos estuda o uso de mensagens de texto entre os adolescentes da região de Boston, diz que elas podem estar causando uma alteração na maneira pela qual os adolescentes se desenvolvem.

“Entre os trabalhos da adolescência está o de estabelecer separação com relação aos pais e encontrar a calma e a tranquilidade necessárias a se tornar a pessoa que cada um decide ser”, ela afirmou. “As mensagens de texto afetam diretamente a execução dessas duas tarefas.”

Os psicólogos consideram que o afastamento entre adolescentes e seus pais seja natural à medida que aqueles se tornam adultos autônomos, afirma Turkle, “mas se a tecnologia facilita demais manter contato, se afastar é mais difícil. Hoje temos adolescentes que enviam 15 mensagens de texto por dia às suas mães, perguntando coisas como que cor de sapato devem comprar”.

Quanto à paz e sossego, ela disse que “se algo que está diante de você vibra a cada dois minutos, se torna difícil manter a concentração”. “Se você está sendo constantemente inundado por comunicações, a pressão por resposta imediata se torna muito forte”, ela acrescentou. “Assim, se você estiver no meio de um raciocínio, pode esquecer.”

Michael Hausauer, psicoterapeuta de Oakland, Califórnia, diz que os adolescentes “tem imenso interesse em saber o que está acontecendo nas vidas de seus colegas, acoplado a uma terrível ansiedade sobre serem excluídos do diálogo”. Por isso, diz ele, a rápida ascensão das mensagens de texto traz o potencial de fortes benefícios e de fortes problemas. “As mensagens de texto podem ser uma excelente ferramenta”, disse. “Oferecem companheirismo e a promessa de conexão. Ao mesmo tempo, mensagens de texto podem fazer com que um jovem se sinta assustado e exposto em excesso.”

Mensagens de texto também podem causar problemas nos polegares dos adolescentes. Anne Wagner, aluna da nona série em Bethesda, Maryland, costumava digitar no minúsculo teclado de seu celular LG com a mesma rapidez com que digitava em um teclado normal de computador. Passados alguns meses, começou a sofrer dores fortes em seus polegares. (Recentemente, ela diz que tem usado o iPhone que ganhou como presente de 15° aniversário, que segundo Wagner torna mais lento e menos doloroso digitar mensagens de texto)

Peter Johnson, professor associado de ciências ambientais e de saúde ocupacional na Universidade de Washington, disse que era cedo demais para dizer se esse tipo de estresse é prejudicial. Mas ele acrescentou que “com base em nossas experiências com usuários de computadores, sabemos que uso repetitivo e intensivo dos membros superiores pode resultar em problemas musculares e do esqueleto, de modo que existe motivo para que nos preocupemos com a possibilidade de que um uso excessivo de mensagens de texto cause dano permanente ou temporário nos polegares”.

Annie disse que embora sua escola, como a maioria, proíba o uso de celulares em sala de aula, com o LG ela era capaz de digitar textos embaixo do casaco ou sob a carteira. Ari Kapner, seu colega de sala, diz que “você finge que está apanhando alguma coisa em sua mochila”. Os professores muitas vezes desconhecem o que está acontecendo. “A questão é séria e se generalizou”, diz Deborah Yager, professora de química em uma escola secundária em Castro Valley, Califórnia. Ela recentemente conduziu uma pesquisa anônima entre 50 de seus alunos, e a maioria admitiu enviar e receber mensagens de texto durante as aulas. “Não consigo perceber quando isso está acontecendo, e não há o que eu possa fazer a respeito”, disse. “E não tenho tempo para policiar esse tipo de situação a cada dia”.

Tradução: Paulo Eduardo Migliacci ME

FONTE: PORTAL TERRA – THE NEW YORK TIMES


Fonte: Diga Não a Erotização e Consumismo Infantil

 
Anorexia e bulimia atingem homens na adolescência

Apesar de serem mais comumente associadas às mulheres, a anorexia e a bulimia também afetam os homens. O Hospital das Clínicas de São Paulo, da Secretaria de Estado da Saúde, possui um Ambulatório de Transtornos Alimentares que recebe 25 casos de homens mensalmente. Desses, 50% tiveram problemas de obesidade na infância.

A maior incidência da anorexia e da bulimia em homens se dá na faixa etária entre 14 e 18 anos. Os sintomas são os mesmos que acometem as mulheres. No caso da anorexia, há o medo permanente de ganhar peso ou de se tornar obeso, a falta de percepção de que se está abaixo do peso e a recusa em aceitar que está doente.

Já no caso da bulimia, pode haver compulsão por ingestão de alimentos, para em seguida eliminá-los por meio de vômitos provocados, laxantes e diuréticos; prática exagerada de exercícios e jejuns prolongados.

Doença de mulher

Por serem doenças normalmente associadas às mulheres, mesmo com todos esses sintomas, a resistência dos homens em aceitar que está doente e procurar tratamento é muito grande.

“O padrão de IMC independe de sexo. O considerado normal deve girar em torno de 20 a 24,9 kg/m². Dentre nossos pacientes, o IMC mínimo foi de 15,5 kg/ m². A anorexia e a bulimia são, sim, problemas que afetam também os homens”, afirma o médico psiquiatra e coordenador do AMBULIM do Hospital das Clínicas de São Paulo, Alexandre Azevedo.

Causas da anorexia e bulimia

Predisposições genéticas ajudam no aparecimento do transtorno alimentar. Porém é preciso que mais algum fator estimule este aparecimento, como a insatisfação com a aparência corporal e, mais grave, a distorção da imagem corporal. Mesmo estando muito magros, os pacientes ainda se acham gordos.

Entre os fatores mais comuns para o surgimento do problema, estão a obesidade na infância (o mais comum), conflitos de orientação sexual, comprometimento da auto-estima e preocupação com adoecimento no futuro.

Estabilização do peso

O paciente é considerado curado quando o seu peso está estabilizado, seus hábitos alimentares estão adequados, quando não há mais desejo de perda de peso desnecessário e não há mais a distorção da própria imagem corporal. Durante o tratamento é feito um trabalho psicoterápico que previne recaídas na recuperação do paciente.

Durante o tratamento, o paciente não é afastado de sua vida normal. São poucos os casos que precisam de internação hospitalar completa ou parcial.

FONTE: DIÁRIO DA SAÚDE

A silhueta skinny dos emos


Fonte: Diga Não a Erotização e Consumismo Infantil

 
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