AINDA É POSSÍVEL SER “CASADOS PARA SEMPRE”?

Marcelo Amorim, aborda de forma Bíblica e contemporânea os aspectos necessários para a pergunta dessa reflexão.

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Marcos 10:2-12

2.Alguns fariseus se aproximaram de Jesus e, para colocá-lo à prova questionaram: “É permitido ao homem separar-se de sua esposa?”

3.Inquiriu-lhes Jesus: “O que lhes ordenou Moisés?”

4.E eles replicaram: “Moisés permitiu que o homem desse à sua mulher uma certidão de divórcio e a mandasse embora”.

5.Esclareceu-lhes Jesus: “Moisés vos deixou escrita essa lei por causa da dureza dos vossos corações!”.

6.Entretanto, no princípio da criação Deus ‘os fez homem e mulher’.

7.‘Por esta razão, o homem deixará pai e mãe e se unirá à sua esposa,

8.e os dois se tornarão uma só carne’. Dessa forma, eles já não são dois, mas sim uma só carne.

9.Portanto, o que Deus uniu, não o separe o ser humano!”.

10.Mais tarde, quando estavam em casa, uma vez mais os discípulos indagaram Jesus sobre o mesmo assunto.

11.Então Ele lhes explicou: “Todo homem que se separar de sua esposa e se unir a outra mulher, estará cometendo adultério contra a sua esposa.

12.Da mesma maneira, se uma mulher se divorciar de seu marido e se casar com outro homem, estará igualmente caindo em adultério”.

INTRODUÇÃO:

Quando alguém me questiona: “ainda é possível ser casados para sempre, mesmo neste mundo onde tudo é trocado com muita facilidade e, nossa cultura, nos tem levado a trocar também as pessoas com quem fizemos compromissos?” Minha resposta é simples: “Depende pra quem você pergunta!”

Ao fazermos uma rápida leitura deste texto, sem grandes aprofundamentos na teologia do segundo, terceiro, quarto, quinto… …casamento ser adultério ou não. Jesus, nos coloca diante de duas perspectivas muito diferentes: A visão dos homens para o casamento (v. 4 e 5) e a visão de Deus para o casamento (v. 7 a 9). Se com bastante simplicidade, partirmos deste princípio, teremos que reconhecer que o que está faltando nos casamentos e, até mesmo, na vida cristã hoje, é olharmos para nossas vidas e nosso casamento com a perspectiva e VISÃO DE DEUS!

Então, o que é VISÃO?

Se você faz parte de uma empresa com algum nível de organização, ou mesmo de uma entidade religiosa ou não, se é membro de alguma igreja evangélica (em especial as que estão no “modelo de células”), você já ouviu falar sobre “visão”. Tomo a liberdade de resumir e definir visão com a seguinte frase: “ter visão é saber onde queremos estar no futuro”.

Considerando esta definição, então, Qual a “VISÃO DE DEUS” para o casamento?

Sem ser pretensiosos ou ingênuo, ao ponto de achar que tenho uma resposta completa e definitiva para esta pergunta, vou tentar responder bíblica e sucintamente:

  1. O casamento é uma ALIANÇA (Gênesis 2:24)

Neste caso, diferente de um contrato, que estamos acostumados a romper caso não estejamos sendo satisfeitos pela outra parte, uma ALIANÇA é: unilateral, incondicional e indissolúvel.

Unilateral, ou seja, cada um precisa fazer a sua parte, independentemente, do outro. Se assumi um compromisso de Aliança, não preciso esperar que o outro cumpra sua parte, tenho que fazer a minha!

Incondicional, quando assumimos um compromisso de casamento, normalmente, declaramos que o cumpriremos em qualquer circunstância: na saúde ou na doença, na riqueza ou na pobreza, na alegria ou na tristeza, etc., etc., etc.. O problema é que nos esquecemos deste compromisso com muita facilidade e quando as dificuldades surgem, e elas sempre surgem, alguns condicionam o que deveria ser incondicional e rompem com a aliança, como se fosse um simples contrato.

Indissolúvel, não determinamos um prazo para que termine, pois cremos que somente Deus pode determinar este prazo, e Ele o faz com a morte.

  1. Que vivamos no casamento a plenitude de UMA SÓ CARNE (Gênesis 2:24e25)

Deus espera que cheguemos a um nível de intimidade em nosso relacionamento, e isso só é possível no casamento, ao ponto de desfrutarmos dos benefícios de UMA SÓ CARNE e termos intimidade e compartilharmos como casal, dos nosso corpos, das nossas emoções e da nossa fé. Não tendo vergonha de revelar nosso físico, ainda que não esteja na melhor forma; nossos sentimentos, ainda que não sejam os mais nobres; e nossa fé, ainda que não tenha o tamanho de um grão de mostarda.

 

Quando entendemos a Visão de Deus para o nosso casamento, podemos mudar nosso comportamento, parar de fazer o que não precisamos e começar a nos preocupar em como alcançar esta Visão.

Aí começará nossa MISSÃO! É importante entendermos que para alcançarmos a VISÃO, teremos que cumprir nossa MISSÃO.

O que é MISSÃO? Tomo a liberdade de defini-la, adaptando o que ouvi de alguém a algum tempo: “Missão é o que temos que fazer todos os dias para alcançarmos a visão.”

Partindo desta definição, qual a nossa MISSÃO NO CASAMENTO?

Antes de responder a esta pergunta, precisamos ter em mente que nossa missão não é um “pesado fardo” que nos foi imposto. Até porque, nós escolhemos de livre e espontânea vontade nos casarmos. Mas, é algo importante, empolgante e gratificante e, que nos dá propósito para vivermos como casal e família.

Também seria muita pretensão de minha parte, tentar enumerar aqui toda a “missão” que um casal tem a cumprir para alcançar a Visão de Deus para o seu casamento. Contudo, pretendo enumerar algumas (familiares aos que já participaram de um grupo de Casados Para Sempre), que se forem cumpridas com amor, já nos trarão muito mais harmonia, paz e prazer no casamento. Vamos lá:

  1. Cada um cumprir o seu PAPEL no casamento

Estamos vivendo um tempo em que está extremamente difícil entender, viver e, até mesmo saber quais os papeis de homens e mulheres no casamento.

Primeiro, porque as gerações anteriores, que pareciam viver melhor estes papeis, na verdade, os confundiam com tarefas e, por preconceito, não dividiam ou compartilhavam tarefas domésticas, pois seria humilhante para um homem, por exemplo, lavar a louça. Lembro-me aqui, de um fato ocorrido em minha família “a long time ago”: Em uma de nossas reuniões de família, onde juntávamos meus avós, meus pais, todos os tios e tias e todos os primos (para maior entendimento, meu pai era o único homem entre oito irmãs), em um determinado momento de nosso almoço, quando havia gente pra todo lado, estava numa sala meu avó e alguns de meus tios (genros do meu avô), quando um copo cai no chão, quebra e derrama suco. Um dos meus tios, imediatamente, procura por um pano e vassoura para limpar a bagunça, quando, de repente, meu avô dá a sentença: “Larga isso moço! Tem muita mulher nessa casa!”.

Se nas gerações passadas tarefas eram confundidas com papeis, na nossa geração tá tudo muito mais bagunçado. Não sabemos discernir uma coisa da outra, muito menos, temos a coragem de assumir nossos papeis. Outro problema é que o “feminismo”, “machismo” e outros “ismos”, criaram o estereótipo de que papeis se resume em mandar e obedecer. Como, então, separar tarefas de papeis? De forma bem simples, creio que podemos classificar tarefas como sendo aquilo que posso “terceirizar”, desde que não sejam mandamentos bíblicos para o homem ou para a mulher. Por exemplo: limpar a casa, lavar roupas, levar os filhos na escola, dar banho nas crianças, etc.. São atividades que qualquer dos cônjuges pode fazer ou pagar alguém para fazê-lo. Já os papeis, são atribuições que nos foram dadas por Deus, através de sua Palavra e que não podemos e não devemos passar para um terceiro, nem mesmo o cônjuge, se é que queremos cumprir nossa missão.

Quero aqui, por razões de espaço e tempo, falar apenas sobre um papel para cada cônjuge, talvez, esteja sendo pretencioso, mas acho que são os mais importantes, e que deles, ramificam-se os outros.

Para o homem, deixo como a “missão papeis”: amar a sua esposa todos os dias! Independente do que estiver sentindo ou das circunstancias (Efésios 5:25).

Para a mulher, deixo como a “missão papeis”: honrar o seu marido todos os dias! Independente do que estiver sentindo ou das circunstancias (Efésios 5:22-24).

Dei ênfase ao “independente do que estiver sentindo ou das circunstancias”, devido a nossa tendência de mudar nossas decisões de acordo com nossos sentimentos ou circunstancias. Para chegarmos a este nível, temos que ter entendido o conceito de compromisso e aliança.

  1. Semear e colher

É a missão que cumprimos, todos os dias, independente de estarmos cientes ou não, pois Gálatas 6:7-9, nos adverte que estamos sempre em processo de plantio o colheita. TUDO, inclui palavras, atitudes e ações. Neste caso, para saber se estamos cumprindo nossa missão de forma satisfatória, é só observarmos o que estamos colhendo em nosso casamento. Além de semear e colher, é nossa missão escolher as sementes que vamos semear. Em todos os momentos e, em qualquer situação, sempre estarão ao nosso dispor palavras, atitudes e ações, que plantaremos na vida do outro. Sendo assim, é importantíssimo escolher bem estas sementes, pois com certeza elas irão se multiplicar e, no tempo determinado, chegará a colheita. Por isso, sugiro que, independente do que estiver sentindo ou das circunstancias, escolha as melhores sementes!

  1. Perdoar

Este, talvez, seja o maior motivo que tem levado os casais a “abortarem a missão” e não conseguirem chegar na Visão de Deus para o seu casamento. Grande parte daqueles que se recusam a cumprir a missão de perdoar, o fazem com a intensão de “salvar sua reputação”. O problema é que a bíblia nos diz que “quem quiser salvar a sua vida, perdê-la-á, mas quem perder a sua vida por amor de Cristo, a salvará” (Mateus 16:25). Mais grave que isso, se é que posso considerar assim, é o fato de que além de perder a sua própria vida com a falta de perdão, este “aborto” causado por esta falta, também mata gerações futuras. Alguém disse que “o perdão é o passaporte para o futuro” e, realmente, é assim: Casais não se perdoam e se separam, se não tem filhos, acabam com a possibilidade de formarem uma geração. Casais que tem filhos e não se perdoam e se separam, semeiam o divórcio na vida dos filhos e veem sua geração influenciada e distorcida pelo rompimento da aliança. Com isso, filhos não tem segurança e exemplo para formarem uma nova família, muitos se envolvem com a promiscuidade, outros são abusados por padrastos e madrastas, e outros buscam a homossexualidade para suprir a lacuna deixada pela falta de perdão de seus pais.

Uma tentativa daqueles que não perdoam é proteger-se de novas feridas. Entretanto, a consequência é que forma-se uma redoma ao redor desta pessoa, que tenta protege-la de novas agressões, mas acaba impedindo o amor de Deus de chegar até ela. Creio que, usando a ilustração da redoma, fica mais fácil entender porque Deus não perdoa aos que se recusam a perdoar (Mateus 6:14e15). Na verdade, nós o impedimos de nos perdoar!

O Perdão pode ser a missão mais difícil de cumprir no casamento, porém vale a pena não abrir mão deste “passaporte” que nos levará ao futuro, onde alcançaremos na plenitude a visão de Deus para nós.

  1. Ter Fé

Hebreus 11:1, no diz que “fé é a certeza daquilo que esperamos e a prova das coisas que não vemos”. Baseado nesta verdade bíblica, creio que ainda que seu casamento não tenha alcançado a Visão de Deus, ou mesmo, que pareça estar se distanciando dela, a FÉ é o que vai sustentar este casamento, enquanto Deus completa as mudanças que precisam ser feitas. Em 1º Coríntios 7:4, Paulo nos diz que um cônjuge descrente é santificado pelo crente, sendo assim, podemos entender que, se em algum momento, pelo menos um dos cônjuges tiver fé e aguardar o que ainda não está vendo, ambos conseguirão alcançar a Visão.

  1. Orar Juntos

Neste ponto, vamos precisar desvendar o “segredo dos biscoitos Tostines”. Não sei quantos lembram-se da propaganda, lançada na década de 80: “Tostines vende mais porque é fresquinho, ou é fresquinho porque vende mais?”. A questão é: “É preciso ter fé para orar juntos, ou orar juntos despertará nossa fé?”. Infelizmente, na peça publicitária, a pergunta nunca foi respondida. E, é bem provável, que qualquer resposta que eu der aqui, também não seja satisfatória. Pois, não dá para “rotularmos” as coisas de Deus. Então, haverá momentos, em que precisaremos orar juntos, por não termos mais fé e, nestes casos, com a oração, a fé virá. Em outros, por causa da fé, vamos ser levados a orar juntos, para alcançar os propósitos de Deus na nossa família. Em ambos os casos, sugiro que orem juntos e evitem ser formais em suas orações. Sei que isso não é muito fácil, pois fomos treinados por nossas igrejas, a fazermos orações com muita formalidade. Mas, lembrem-se que são apenas vocês dois e Deus neste momento, então, lancem sobre Ele toda a vossa ansiedade.

Aproveitem a promessa de Mateus 18:20!

  1. Entrar em Acordo

O problema do acordo, é que o pensamos como algo que deve ser bom para ambas as partes. Então, acreditamos que entrar em acordo é ceder um pouco aqui, ganhar um pouco lá e, no final, sair na média. Isso pode até funcionar nos relacionamentos “horizontais”, mas quando envolve nosso relacionamento com Deus e, na verdade, sempre envolve, essas concessões podem ferir Princípios Bíblicos. Quando isso ocorre, nossa Missão de entrar em acordo fica comprometida, a Visão de Deus para nosso casamento fica mais longe de ser alcançada. A bíblia relata a história de um casal, que em seu relacionamento horizontal, era especialista em entrar em acordo. Falo de Ananias e Safira. O acordo que lhes levou a ter alguma “vantagem” na vida financeira, foi o mesmo que os levou a morte.

Amos 3:3, nos diz da impossibilidade de dois andarem juntos sem acordo. Acho que é bem plausível interpretar, que no nosso relacionamento com Deus, isso também ocorre. Se não andarmos de acordo com a vontade dEle, andaremos sozinhos, ainda que juntos como uma só carne.

Entrar em acordo dentro do padrão de Deus é, muitas vezes, fazer o que não quero para chegar onde Deus quer!

  1. Ter Intimidade Sexual

Oba! Chegamos a parte mais gostosa da Missão!

A má notícia é: pode ser e pode não ser…

Eclesiastes 9:9, na minha versão predileta, diz: “goza a vida com a mulher que você ama, todos os dias…”

Há alguns mitos que criamos no meio evangélico, que infelizmente, ainda hoje é uma “verdade” para muitos. Entre esses mitos, está o sexo como algo sujo e,  que para Deus, é pouco importante, foi criado para procriação, ou na melhor das hipóteses, tanto faz. Não quero falar, neste momento, sobre a brecha que satanás achou neste mito e das fakes que ele criou para deturpar o prazer da intimidade sexual.

A Verdade libertadora sobre o sexo dentro do casamento entre um homem e uma mulher, é que Deus planejou o sexo para dar prazer físico, emocional e espiritual. Estes três “prazeres” não são excludentes, são complementares e igualmente importantes. Poderia usar diversos textos bíblicos para comprovar a importância e a ligação destas três áreas. Contudo, como a intenção aqui ainda não é escrever um livro, vou procurar ser prático: imaginemos, hipoteticamente, um casal cristão, que serve em uma igreja, que casaram-se virgem, contudo, não conseguem atingir o clímax em suas relações sexuais (um ou ambos não tem orgasmo). Sem fazer nenhuma especulação sobre a causa da falta de prazer, podemos facilmente chegar a três conclusões: um ou ambos, sentem-se desconfortáveis durante a relação sexual e não tem prazer físico no ato sexual; ter relações sexuais passa a ser algo desagradável emocionalmente, pois a sensação de não fazer bem ao outro, ou de não sentir-se bem com o que o outro está fazendo, passa a “assombrar” o relacionamento sexual; Sem prazer físico e emocional, o casal transfere suas necessidades e angústias para o espiritual. O que poderia ser bom, se feito de forma sincera e correta, porém, na maioria das vezes, o fazem só por desencargo de consciência ou fantasiosamente, criando uma “espiritualidade” falsa, que tenta justificar a falta de prazer nas outras áreas e nela mesma, aumentando a culpa.

Sinto-me tentado a falar muito sobre esta Missão, porém, minha sugestão é que, se para vocês a intimidade sexual não tem satisfeito as três áreas de seu relacionamento, busquem ajuda! Um alerta: sejam prudentes e específicos nesta busca.

  1. Batalhar Espiritualmente

Os contos de fadas, as novelas, os filmes de sessão da tarde e as literaturas românticas, procuram passar a ideia de que todas as dificuldades de um relacionamento vão acontecer antes do casamento, com a intenção deliberada de impedir que o casal se case e “sejam felizes para sempre”. Infelizmente, muitos desavisados, tem caído neste “conto do vigário”. Passam o namoro lutando contra tudo e todos para se casarem, depois de casados, passam a lutar um contra o outro, até que se separam.

Se observarmos a Palavra de Deus, olharmos um pouco para a vida dos que tem bons casamentos e, ainda, olharmos para o nosso próprio relacionamento, vamos descobrir que o casamento não é um “mar de rosas”, apesar de poder ser um lugar de paz e grande prazer para seus habitantes. O casamento é, em muitos momentos, o lugar onde as maiores batalhas de nossas vidas acontecerão. Vamos precisar lutar contra nossas vontades, razões, desejos, mazelas e muito mais. Porém, nossa missão como uma só carne é lutarmos juntos contra um inimigo em comum, que está a todo tempo tentando nos vencer e destruir o nosso casamento, para que não alcancemos a Visão de Deus. Efésios 6:12, deixa claro que nossa luta não é contra o outro, mas contra um inimigo invisível, que tentará nos dividir e fazer com que lutemos contra as pessoas erradas. Em seu livro Duas Pulgas & Nenhum Cachorro, Craig Hill, conta a história de um filme que retrata a revolução americana de 1776, cujo primeiro tiro ficou conhecido como “o tiro ouvido no mundo todo”. Resumindo, os soldados britânicos marchavam em direção às cidades norte-americanas de Concord e Lexington, quando foram confrontados por colonos da milícia americana. Os comandantes dos dois exércitos se aproximaram para negociar um acordo. Porém, sem que ninguém soubesse, havia um traficante de armas escondido atrás de um muro de pedras entre arbustos. Este traficante não estava preocupado com as ideologias politicas de nenhum dos lados, simplesmente queria ver a guerra acontecer para vendar armas e munições para os dois lados. Ao observar que um acordo de paz estava prestes a ser estabelecido, o traficante de armas, mirou e atirou, matando o subcomandante do exército britânico. Não é difícil imaginar o que aconteceu depois: ambos os comandantes deram ordens para que seus exércitos revidassem o tiro e a guerra começou. Esta história exemplifica bem o que ocorre em nossos casamentos. O inimigo, que não está interessado no bem de nenhum dos cônjuges, só precisa disparar em um dos dois desavisados para que o conflito comece e a batalha passe a acontecer entre carne e sangue.

Nossa missão é estarmos atentos e protegendo um ao outro, não deixando o “traficante de armas” nos confundir e fazer com que lutemos contra o inimigo errado.

CONCLUSÃO

Se estivermos dispostos a trocar nossos “óculos embaçados” pela “lente” que o Senhor olha para o casamento, veremos que AINDA É POSSÍVEL ser CASADOS PARA SEMPRE! É possível cumprir nossa MISSÃO! É possível mudar o nosso ESTILO DE VIDA! É possível que nossos CASAMENTOS passem a BRILHAR e sejam FARÓIS para este mundo perdido. É possível mostrar para aqueles que estão solteiros, que vale a pena e, realmente, é melhor sermos dois, pois temos mais força para cumprir a Missão.

Vai dar trabalho! Mas, ninguém disse que seria fácil.

A boa notícia, que deixei para o final é que com as FERRAMENTAS certas o trabalho será bem mais prazeroso.

Quando nossa MISSÃO estiver sendo executada como um ESTILO DE VIDA e não uma obrigação ou peso, realmente cumpriremos o MINISTÉRIO DE UMA SÓ CARNE, para o qual fomos chamados.

Que o Senhor nos abençoe. Que Ele renove as nossas forças para cumprirmos a Missão dada a nossa EQUIPE DE UMA SÓ CARNE. E que alcancemos a Visão que Ele tem dado para nossos casamentos.

AMEM!

Marcelo Guerra de Amorim
Casado com Elvira Amorim, Pais de 2 Filhos.
Formado em Ciências Contábeis, pós-graduado em Teologia Pastoral e Pastor na Igreja Batista Viva em Barra de São Francisco, ES.
Membros da Diretoria do Ministério 2=1 Brasil no Es.